sábado, 4 de setembro de 2010

TUAS LÁGRIMAS TAMBÉM SÃO MINHAS

Numa sala pública
Um ventilado macabro,
Estridente, se desalinha,
Quando todos vão para
O almoço.
Vejo os mortos do meu rosto,
Vejo a vida em minha narina
Gritando da moça,
Que bela definha
Dentro do coração poeta,
Suas lágrimas
Também são minhas.
No hospital não tem dias bons,
Com olhos fechados,
Vê-se claro o outro lado,
Onde demônios
Rasgam carne em cirurgias.
Um grito tão pequenininho
Dentro do ouvido
Confessa o que não queria saber:
Suas lágrimas também são minhas.
Mesmo depois de morrer,
Suas lágrimas também
São minhas.

TUAS LÁGRIMAS TAMBÉM SÃO MINHAS

Numa sala pública
Um ventilado macabro,
Estridente, se desalinha,
Quando todos vão para
O almoço.
Vejo os mortos do meu rosto,
Vejo a vida em minha narina
Gritando da moça,
Que bela definha
Dentro do coração poeta,
Suas lágrimas
Também são minhas.
No hospital não tem dias bons,
Com olhos fechados,
Vê-se claro o outro lado,
Onde demônios
Rasgam carne em cirurgias.
Um grito tão pequenininho
Dentro do ouvido
Confessa o que não queria saber:
Suas lágrimas também são minhas.
Mesmo depois de morrer,
Suas lágrimas também
São minhas.